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21 de novembro de 2007

Continuando a série "Malhando o pau na classe política"...

Estava lendo uma entrevista feita com o sr. Chu Tung, o presidente da Electronic Data Systems (EDS) do Brasil - uma das maiores provedoras de servicos de TI do mundo - e uma pequena frase que ele citou me chamou a atenção. Juntando com as informações colhidas no dia-a-dia jornalístico e também o conteúdo do livro sobre o Visconde de Mauá - que prova que não é de hoje a pequeneza da classe política brasileira - a minha ira vai aumentando lentamente.

Confesso que não posso generalizar. Há bons políticos por aí. É uma pena que eles sejam minoria, mas existem sim. De qualquer forma, simplesmente não consigo fechar os olhos para a ineficiência de todos os outros imbecis, que não fazem jus aos impostos e à honra de minha pessoa, enquanto representantes deste ser político (no sentido platônico da palavra) que vos escreve.

Temos de acordar “o deitado eternamente em berço esplêndido”. O nosso governo tem que acompanhar o modelo de competição mundial.
Queiramos ou não. A classe política brasileira em geral parece que isola-se do mundo e fica deitada em seu berço esplêndido, isolado da realidade do povo. Não conseguem perceber a necessidade de agilidade no trabalho que lhes compete para o bem do desenvolvimento social, tecnológico e cultural da nação.

A biografia de Mauá escrita por Jorge Caldeira deixa claro que os políticos na época do império faziam questão de serem morosos por simples inclinações ideológicas estúpidas. Até hoje vemos ações similares sendo tomadas a toda hora no Congresso e Senado federal (pra não citar o Palácio do Planalto), onde votos são feitos usando argumentos retrógrados e infrutíferos para um país que quer se desenvolver e fornecer melhores condições de vidas para o povo. E por incrível que pareça, este tipo de voto vêm de todos os partidos, independentes de sua inclinação ideológica.

Me sinto envergonhado por ser representado pelo lixo que chamam de classe política atualmente no Brasil. Meu sentimento desenvolvimentista não suporta esta morosidade, esta pequenez, esta "ânsia por ficar parado" que emana destes que são as "vozes do povo".

1 de outubro de 2007

Mauá não fazia empresas apenas porque gostava de trens ou lampiões; essas novidades eram apenas um instrumento para um outro fim, os lucros. Ele só tocava para a frente seus projetos após avaliar as possibilidades dos resultados financeiros e, depois de implantados, julgava seu valor pelas entradas no caixa. Hoje tal raciocínio é banal. Mas para muita gente da época, que pensava como o imperador [D. Pedro II], esse comportamento revelava o grave desvio de caráter de colocar os interesses materiais acima do bem comum. Numa ocasião, o próprio barão resumiu o problema: "Desgraçadamente entre nós entende-se que empresários devem perder, para que o negócio seja bom para o Estado, quando é justamente o contrário".

O trecho acima foi extraído do livro "Mauá, empresário do império" - de Jorge Caldeira. Discordando do autor, hoje em dia o raciocínio citado não é tão banal assim. A própria carga tributária brasileira imposta às pessoas jurídicas (e às físcas também) é a prova que desde o império a forma de pensar dos governantes brasileiros é exatamente a mesma. Não percebem que o sucesso do empresário vai gerar cada vez mais empregos, movimentar cada vez mais renda, criar mais trabalhos, dar mais oportunidades... amarrar-lhes as mãos com taxas e impostos, ao invés de melhorar, estraga o país. Melhoraria se o dinheiro arrecadado fosse bem aplicado, mas vemos que os governantes do Estado são todos incompetentes.

O povo apóia esse pensamento retrógrado expressando uma certa inveja dos que foram bem sucedidos, das pessoas determinadas e capazes de transformar seus projetos em sucesso.

Infelizmente não vemos um horizonte mais claro à frente.

Vale ressaltar que não sou contra taxação em prol do bom funcionamento do Estado. Mas não apóio abusos como é o caso da situação tributária vigente no Brasil.

19 de agosto de 2006

Ator impotente

O sentimento que tenho
é que sempre fui o coadjuvante.
Um coadjuvante atrevido,
que aproveitou a gripe do ator principal
pra tentar mostrar seu potencial.

Você, como um diretor dedicado
(ou seria necessitado)
com paciência, me moldou para o papel.
E eu, como um ator ambicioso,
fiz muito pra tentar lhe convecer que conseguiria.

Mesmo assim, tenho certeza que durante todo o ensaio
nesta semana que se passou, você pensava:
"por que aquele maldito ficou gripado?
aposto que esta cena ele faria melhor",
mesmo sem tê-lo visto atuar.

Na primeira cena em que assumi o posto
confesso que percebia essa indagação escrita no teu rosto
e eu sabia que passaria por isso.
Segurei firme.

Depois você entrou no jogo.
Eu me convenci que estava conquistando o papel.
Tenho certeza que minha atuação durante esta semana
lhe fez perceber vários detalhes importantes para a peça.
Detalhes que, quem sabe, você não perceberia com outro ator.

Ao fim da semana de ensaios me desanimei
com as responsabilidades de ser o ator principal.
Você, com certeza do meio da semana pra frente
deve ter ficado convencido que eu não era o cara pro papel.

Seria fidelidade pelo antigo ator?
Não duvido que ele se encaixe muito bem na peça,
só espero que ele tenha tomado bastante vitamina C.
Não gostaria de saber que foi em vão
esta semana de tanta dedicação pela peça.
Tenho certeza que você saberá adaptá-lo
às mudanças que ocorreram até então.

E eu? Estou contente com o papel de coadjuvante.
Afinal fui eu que pedi para retornar ao posto
(apesar de não saber da recuperação do principal).
Mas preciso dizer que as vezes sinto falta do
frio na barriga causado pelas falas do ator principal.

Não me sinto traído.
Nem um pouco.
Só sinto que nunca fui visto como ator principal,
mesmo tendo desempenhado o papel por certo tempo.
Uma espécie de impotência.

30 de julho de 2006

Acredito em ti

Como eu acredito em ti...
Sinto até medo que isto vire pressão,
mas não há outra pessoa que me dá liberdade para tanto.

Talvez é a tua pureza
misturada com a tua curiosidade
e a tua vontade "natural" de crescer.

Deposito toda minha confiança em ti
pra mudarmos toda essa lambança
do mundo em que acabaste de ser inserido.

Tenho muita vontade de pegar tua mão
e te guiar pelos caminhos tortuosos que estão na tua frente,
mas tenho medo de te corromper.

Acho que somente tu poderás
tomar as decisões que serão necessárias nas encruzilhadas.
E tenho certeza que tomarás as corretas.

22 de julho de 2006

O ronco triste da moto do Batata pelas ruas de Barreiros me fazem lembrar de bons tempos, tempos que já parecem remotos e agora lacrados pela tua ida. Tempos já sem esperança de retornar.

As coisas acontecem sem que a gente consiga se preparar. Até que eu te veja novamente, tudo vai continuar como sempre. A única diferença é que precisarei aprender a conviver com a saudade. Mesmo assim, me conforta saber que todas as lembranças que te guardarão comigo são boas.

Lembranças das roubadas nos shows do Charlie Brown e de todas as tantas festinhas, dos papos no #clã-cbjr, acho que o início de tudo, que firmaram uma amizade única, presente. Lembranças das tardes de estudo, das provas do Nicanor, os papos do escrotoário. Daquele solo de guitarra que mais parecia um gato miando, a primeira gravação, um orgulho. Dos Cds do Made in Brazil, não tens idéia da mudança que isso causou na minha vida. Do desabafo sobre os rolos com as Loucurinhas, os contatos fechados por baixo do pano. Dos shows, festivais. Sua piranha bigoduda desgraçada (:D).

Tá dificil de assimilar. Pra mim as coisas continuam e vão continuar como sempre, meu lanche. Não vejo a hora de te reencontrar e te dar aquele abraço. Mas antes vou terminar umas coisinhas (como sempre, eu adiando as coisas boas por razões mesquinhas).

Chicane, don't give it up!

25 de junho de 2006

"Uma imagem vale mais que mil palavras"

24 de junho de 2006

No final tudo acabem bem.
As coisas não estão bem?
Pode ter certeza que ainda não chegou no final.

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